Descrição do projeto
Contexto
Criação de um módulo de comunidade.
Pesquisa e Análise
Com 48 horas disponíveis para pesquisa, optei por uma abordagem mista: pesquisa quantitativa com potenciais usuários para testar hipóteses comportamentais, e análise heurística de competidores para mapear o que o mercado faz bem e o que evitar.
Essa combinação da pesquisa quantitativa me deu volume rápido para validar direções, já a análise de competidores me poupou de reinventar padrões já estabelecidos, assim permitiu identificar os espaços em branco.
Fiz um recorte com 10 respondentes, a amostra não é estatisticamente representativa. Assumi esse risco deliberadamente dado o tempo disponível, usando os dados como direcionamento qualitativo e não como validação definitiva.
Fiz um recorte de amostra com 10 respondentes, dado o tempo disponível, usando os dados como direcionamento qualitativo e não como validação definitiva.
Hipóteses priorizadas para investigação
Usuários valorizam apoio emocional mais do que gamificação no contexto de bem-estar?
Grupos por interesse específico geram mais senso de pertencimento do que feeds abertos?
A barreira de engajamento é comportamental (falta de disciplina/tempo) e não de funcionalidade?
Síntese dos insights
Os dados confirmaram que o maior motivador para compartilhar conquistas é receber apoio e comentários, e não curtidas ou rankings.
Os usuários querem se ver em outros usuários: "ler experiências reais de pessoas como eu" foi o item mais votado.
As principais barreiras para manter uma rotina de bem-estar são falta de disciplina e falta de tempo, o que sinalizou que a comunidade precisava ser um elemento de suporte ativo, não uma camada de pressão adicional.
Na análise de competidores, mapeei padrões a replicar (tags e segmentação do Hotmart, cards visuais do Strava, sistema de busca do Tribe, conceito de grupos do Circle) e evitei comunidade como recurso secundário, rankings que geram comparação, silos sem feed integrado e experiência inicial vazia.
Hipótese de design
Defini que uma comunidade baseada em celebração e comentários, não em métricas, com grupos específicos integrados a um feed geral, posicionada como produto principal.
Princípios de design como critérios de decisão
Antes de prototipar, estabeleci princípios para que cada decisão de interface.
Princípio: Foco no conteúdo humano
Decisão de Design: Substituir “Curtir” por celebrar, com foco visual nos comentários. trazendo o resultado para a interface é o ícone Sol, contador pequeno e o foco visual permanece nos comentários.
Princípio: Clareza sobre ruído
Decisão de Design: Card de post com espaços em branco para respiros do layout e fácil de escanear a leitura, reduzindo a fadiga visual no feed e facilitar a leitura.
Princípio: Segurança Percebida
Decisão de Design: Seletor público/tribo ao clicar post para a interface dá o controle explícito do usuário, sobre sua privacidade, incentivando o compartilhamento.
Princípio: Ação e Reação significativa
Decisão de Design: microanimação ao interagir com post, confirma na tela a interação de forma sutil e prazerosa, criando um feedback imediato.
Priorização de funcionalidades (MVP)
Para estabelecer o escopo dentro do tempo disponível, utilizei a técnica HOW MIGHT WE? para traduzir as oportunidades em features específicas, usei a Matriz de Impacto X Esforço para priorizá-las de forma realista.
A entrega no MVP foi:
Feed principal;
Sistema de posts com texto e imagem;
Interação que é o "Celebrar" e comentários;
Tribos, os grupos por interesse;
Perfil do usuário com foco na jornada.
Visando melhorias futuras, escolhi funcionalidades que aprofundassem o engajamento, mas exigiriam mais desenvolvimento, como:
Não desenhei a tela de onboarding e login. Priorizei as telas que demonstravam as microinterações diferenciais da proposta. Porém, o custo não está navegável do início. Essa falta foi identificada como ponto de melhoria e seria a primeira prioridade na próxima sprint;
Desafios coletivos, mensagens diretas e eventos ao vivo ficaram para uma segunda fase, já que tem alto impacto, mas esforço de desenvolvimento elevado para um MVP de 4 dias.
Fluxo de usuário e Arquitetura de informação
A navegação foi estruturada em abas com a Comunidade como hub central. O feed mescla conteúdo das Tribos com descoberta para evitar o isolamento em silos. Criação de posts e acesso ao perfil têm entrada direta, decisão baseada nos princípios de controle e simplicidade.
Guia de Estilo
Wireframes média e protótipo de alta fidelidade
Resultados
A solução demonstra que é possível aumentar o engajamento de um app de bem-estar através de apoio e que isso foi baseado em dados, mesmo que iniciais.
Coletei feedback qualitativo de usuários potenciais que navegaram pelo protótipo. Eles relataram que a usabilidade é intuitiva para as funções principais do MVP, em que entrega valor no engajamento visual de comentários.
Papel de UX/UI Designer
Aprendizados
O maior fator de decisão foi o tempo, aprendi que restrição de tempo não é desculpa para falta de critério. Cada corte que fiz foi uma escolha justificada e improvisação instintiva.
Fazer escolhas claras com tempo limitado exige saber o que você está trocando e por quê, sabendo explicar isso para um stakeholder.
Meu papel
Iniciei uma análise do briefing da Fitly, definindo o problema que orientou toda a priorização, escolhi complementar com a metodologia mista dentro de restrições de tempo.
Com base nos dados, as priorizações auxiliram na definição do escopo do MVP e nos princípios como filtro de decisão, guiando nas escolhas das interfaces. Sendo documentado do o processo.











