Juntos Doamos
Da intenção de doar a uma proposta de solução digital para MVP.
Da intenção de doar a uma proposta de solução digital para MVP.
Mercado
Mercado
Impacto social
Impacto social
Ano
Ano
2023
2023

Meu Papel
Meu Papel
Como Product Designer, atuei da descoberta ao desenvolvimento do protótipo. Conduzi a pesquisa quantitativa, organizei os achados, construí a persona e desenvolvi a jornada do usuário, os fluxos e as interfaces. Também trabalhei na criação dos componentes e do Style Guide .
Como Product Designer, atuei da descoberta ao desenvolvimento do protótipo. Conduzi a pesquisa quantitativa, organizei os achados, construí a persona e desenvolvi a jornada do usuário, os fluxos e as interfaces. Também trabalhei na criação dos componentes e do Style Guide .
Como Product Designer, atuei da descoberta ao desenvolvimento do protótipo. Conduzi a pesquisa quantitativa, organizei os achados, construí a persona e desenvolvi a jornada do usuário, os fluxos e as interfaces. Também trabalhei na criação dos componentes e do Style Guide .
Resumo do case
Resumo do case


Contexto
O Juntos Doamos surgiu como uma iniciativa voluntária durante uma campanha de arrecadação de agasalhos. A proposta era desenvolver uma experiência digital que aproximasse pessoas dispostas a doar de instituições e iniciativas que precisavam de contribuições.
Entrei no projeto após um processo seletivo de UX e passei a integrar uma equipe de seis pessoas, entre profissionais de Produto, Design e Engenharia.
Naquele momento, havia uma pergunta que precisava orientar o trabalho:
as pessoas realmente precisavam de um aplicativo para doar? E, se precisavam, o que faria essa experiência valer a pena?
Precisei entender os hábitos de doação, as dificuldades desse processo e o que tornaria uma solução digital relevante.
O Juntos Doamos surgiu como uma iniciativa voluntária durante uma campanha de arrecadação de agasalhos. A proposta era desenvolver uma experiência digital que aproximasse pessoas dispostas a doar de instituições e iniciativas que precisavam de contribuições.
Entrei no projeto após um processo seletivo de UX e passei a integrar uma equipe de seis pessoas, entre profissionais de Produto, Design e Engenharia.
Naquele momento, havia uma pergunta que precisava orientar o trabalho:
as pessoas realmente precisavam de um aplicativo para doar? E, se precisavam, o que faria essa experiência valer a pena?
Precisei entender os hábitos de doação, as dificuldades desse processo e o que tornaria uma solução digital relevante.
As pessoas já doavam. Então, onde estava o problema?
As pessoas já doavam. Então, onde estava o problema?
Imagine Elaine.
Ela reúne roupas que não usa mais, participa de campanhas no trabalho e no lugar onde mora e tem o hábito de fazer doações. Quando decide onde levar suas contribuições, costuma recorrer a lugares que já conhece.
Elaine partiu de uma participante real e foi construída como uma persona representativa dos padrões observados na pesquisa.
Sua história levantava uma questão importante: como alguém que já tem o hábito de doar decide onde e como fazer isso?
Para investigar essa questão, estruturei um formulário. Entre as 58 pessoas que responderam, 75,9% disseram que costumavam fazer doações. Já 91,4% nunca haviam usado um aplicativo para isso.
Se tantas pessoas já doavam sem recorrer a um aplicativo, não bastava presumir que digitalizar essa experiência criaria valor. O que faria alguém mudar a maneira como já costumava doar?
Comecei a olhar para o que acontecia antes da contribuição. Entre as opções do formulário, "indicações próximas" apareceu em 42 respostas como uma das formas utilizadas para escolher onde doar. Por outro lado, 55,2% das pessoas disseram não conhecer pontos de doação próximos.
Os dados não explicavam, sozinhos, por que isso acontecia. Mas apontavam uma diferença importante:
conhecer lugares de confiança e conseguir encontrar novas oportunidades de doação não eram necessariamente a mesma coisa.
Se a vontade de doar já existia, o que ainda dificultava essa escolha?
O valor acontece antes da doação
O valor acontece antes da doação
A pergunta inicial mudou. Em vez de buscar uma solução digital só para viabilizar a doação, passei a olhar para as dúvidas que vêm antes dela.
A pergunta inicial mudou. Em vez de buscar uma solução digital só para viabilizar a doação, passei a olhar para as dúvidas que vêm antes dela.
Os primeiros achados apontaram:



Se uma experiência digital ajuda a reduzir essas incertezas, poderia entregar valor além de simplesmente viabilizar a doação.
Ainda precisávamos entender quais informações fariam as pessoas a considerar uma iniciativa que não conhece.
Se uma experiência digital ajuda a reduzir essas incertezas, poderia entregar valor além de simplesmente viabilizar a doação.
Ainda precisávamos entender quais informações fariam as pessoas a considerar uma iniciativa que não conhece.
Encontrar um lugar não era o mesmo que confiar nele
Encontrar um lugar não era o mesmo que confiar nele
A persona representou um comportamento observado, mas eu precisava triangular essa leitura com outras fontes.
Nas conversas exploratórias com usuários que já tinham o hábito de doar, apareceu o mesmo padrão:
A persona representou um comportamento observado, mas eu precisava triangular essa leitura com outras fontes.
Nas conversas exploratórias com usuários que já tinham o hábito de doar, apareceu o mesmo padrão:

Fiz também uma análise de concorrentes (benchmark) com quatro aplicativos de doação: Ribon, Vakinha, Joyz Doação e Denario. O objetivo era ver como cada um organizou essa experiência. Ali, as oportunidades estavam em dois pontos:
Fiz também uma análise de concorrentes (benchmark) com quatro aplicativos de doação: Ribon, Vakinha, Joyz Doação e Denario. O objetivo era ver como cada um organizou essa experiência. Ali, as oportunidades estavam em dois pontos:


As respostas abertas do survey apontaram para o mesmo lado. Transparência, confiabilidade, prestação de contas e informações sobre quem recebe a doação apareceram entre as preocupações citadas.
As três fontes agregaram: antes de doar, a pessoa queria saber para onde iria a contribuição.
As respostas abertas do survey apontaram para o mesmo lado. Transparência, confiabilidade, prestação de contas e informações sobre quem recebe a doação apareceram entre as preocupações citadas.
As três fontes agregaram: antes de doar, a pessoa queria saber para onde iria a contribuição.
Três frentes para apoiar a escolha de doar
Três frentes para apoiar a escolha de doar
Traduzi os achados em uma proposta de valor em colaboração com Design e Produto, então estruturamos a solução em três frentes:
Traduzi os achados em uma proposta de valor em colaboração com Design e Produto, então estruturamos a solução em três frentes:



Para a Elaine, que doava para lugares que já conhecia, isso significava ter um caminho para chegar a uma campanha nova e informação suficiente para decidir.
Definimos com Design, Produto e Engenharia uma abordagem mobile first, ligada ao que a pesquisa mostrou: 55,2% não conheciam pontos de doação próximos, e a ideia era tornar mais fácil doar de qualquer lugar. Por isso o GPS para localizar pontos próximos e o Pix como principal forma de pagamento entraram no plano inicial. O prazo e os recursos disponíveis também pesaram na escolha.
Para a Elaine, que doava para lugares que já conhecia, isso significava ter um caminho para chegar a uma campanha nova e informação suficiente para decidir.
Definimos com Design, Produto e Engenharia uma abordagem mobile first, ligada ao que a pesquisa mostrou: 55,2% não conheciam pontos de doação próximos, e a ideia era tornar mais fácil doar de qualquer lugar. Por isso o GPS para localizar pontos próximos e o Pix como principal forma de pagamento entraram no plano inicial. O prazo e os recursos disponíveis também pesaram na escolha.

A arquitetura da informação apresentada organiza os fluxos de usuários: doador e instituições
Processo - A ideia fazia sentido. Fazer tudo caber na primeira versão era outra história.
Processo - A ideia fazia sentido. Fazer tudo caber na primeira versão era outra história.
Com os requisitos refinados junto com Produto, a primeira pergunta foi onde investir o esforço de um MVP. Como equipe, priorizamos o fluxo do doador, porque era nele que estavam as dúvidas que a pesquisa tinha mostrado: encontrar, entender e confiar. O fluxo das instituições ficou mais básico, o suficiente para elas entrarem na plataforma e criarem campanhas. A versão mais robusta, com mais detalhes e personalização, ficaria para as próximas etapas.
Com essa prioridade definida, organizei o fluxo do doador e a arquitetura da informação: a home, os caminhos entre as funcionalidades e as etapas da jornada. Desenvolvi também o fluxo das instituições na versão enxuta, com login, edição de perfil e criação de campanhas.
Ao conectar os fluxos, o volume de funcionalidades ficou evidente e, mesmo dentro do fluxo do doador, o escopo precisou de cortes:
Com os requisitos refinados junto com Produto, a primeira pergunta foi onde investir o esforço de um MVP. Como equipe, priorizamos o fluxo do doador, porque era nele que estavam as dúvidas que a pesquisa tinha mostrado: encontrar, entender e confiar. O fluxo das instituições ficou mais básico, o suficiente para elas entrarem na plataforma e criarem campanhas. A versão mais robusta, com mais detalhes e personalização, ficaria para as próximas etapas.
Com essa prioridade definida, organizei o fluxo do doador e a arquitetura da informação: a home, os caminhos entre as funcionalidades e as etapas da jornada. Desenvolvi também o fluxo das instituições na versão enxuta, com login, edição de perfil e criação de campanhas.
Ao conectar os fluxos, o volume de funcionalidades ficou evidente e, mesmo dentro do fluxo do doador, o escopo precisou de cortes:



Quando o fluxo virou interface
Quando o fluxo virou interface
Desenvolvi as interfaces no Figma, em média e depois em alta fidelidade, dividindo as telas de forma equilibrada com o outro designer. Algumas especificações deixavam dúvidas sobre o comportamento esperado de cada funcionalidade.
Levei as telas às reuniões semanais com Produto para fechar esses pontos. Dessas reuniões saíram requisitos secundários que aumentavam a complexidade sem ser essenciais para a primeira versão, e o escopo foi revisado.
Os ajustes apareceram nas telas. Na edição de perfil, simplifiquei informações e textos para o preenchimento ficar mais claro. No Pix, refinei a interação e incluí estados de erro que não estavam previstos, para os casos em que uma ação não saísse como esperado.
Em paralelo, construímos o Style Guide e a biblioteca de componentes para manter a consistência visual entre as telas.
Desenvolvi as interfaces no Figma, em média e depois em alta fidelidade, dividindo as telas de forma equilibrada com o outro designer. Algumas especificações deixavam dúvidas sobre o comportamento esperado de cada funcionalidade.
Levei as telas às reuniões semanais com Produto para fechar esses pontos. Dessas reuniões saíram requisitos secundários que aumentavam a complexidade sem ser essenciais para a primeira versão, e o escopo foi revisado.
Os ajustes apareceram nas telas. Na edição de perfil, simplifiquei informações e textos para o preenchimento ficar mais claro. No Pix, refinei a interação e incluí estados de erro que não estavam previstos, para os casos em que uma ação não saísse como esperado.
Em paralelo, construímos o Style Guide e a biblioteca de componentes para manter a consistência visual entre as telas.
Desenvolvi as interfaces no Figma, em média e depois em alta fidelidade, dividindo as telas de forma equilibrada com o outro designer. Algumas especificações deixavam dúvidas sobre o comportamento esperado de cada funcionalidade.
Levei as telas às reuniões semanais com Produto para fechar esses pontos. Dessas reuniões saíram requisitos secundários que aumentavam a complexidade sem ser essenciais para a primeira versão, e o escopo foi revisado.
Os ajustes apareceram nas telas. Na edição de perfil, simplifiquei informações e textos para o preenchimento ficar mais claro. No Pix, refinei a interação e incluí estados de erro que não estavam previstos, para os casos em que uma ação não saísse como esperado.
Em paralelo, construímos o Style Guide e a biblioteca de componentes para manter a consistência visual entre as telas.
Desenvolvi as interfaces no Figma, em média e depois em alta fidelidade, dividindo as telas de forma equilibrada com o outro designer. Algumas especificações deixavam dúvidas sobre o comportamento esperado de cada funcionalidade.
Levei as telas às reuniões semanais com Produto para fechar esses pontos. Dessas reuniões saíram requisitos secundários que aumentavam a complexidade sem ser essenciais para a primeira versão, e o escopo foi revisado.
Os ajustes apareceram nas telas. Na edição de perfil, simplifiquei informações e textos para o preenchimento ficar mais claro. No Pix, refinei a interação e incluí estados de erro que não estavam previstos, para os casos em que uma ação não saísse como esperado.
Em paralelo, construímos o Style Guide e a biblioteca de componentes para manter a consistência visual entre as telas.








Da esquerda para direita: imagens 1, 2, 3 - As interfaces da jornada do doador. Imagem 4 - As interfaces da jornada das instituições. Imagens 5 e 6 - Style Guide e componentes.
Principais aprendizados
Principais aprendizados
A pesquisa mudou a pergunta do projeto: de como digitalizar a doação para o que leva alguém a escolher onde, como e para quem doar. Dela saiu uma proposta de MVP em três frentes, com a jornada do doador, o fluxo das instituições, o Style Guide e um protótipo de alta fidelidade de 30 telas. O fluxo das instituições ficou básico de propósito, e a versão mais robusta ficou para as próximas etapas.
A Elaine, que doava para lugares que já conhecia, teria no fluxo um caminho para encontrar uma campanha nova, ver para onde vai o recurso e consultar a reputação da instituição antes de decidir.
O teste de usabilidade com usuários reais foi realizado, mas deixei o projeto para assumir outra oportunidade e não acompanhei os resultados. Por isso não posso afirmar que a solução foi validada. Na época, partes dela já entravam em desenvolvimento para o MVP.
O que eu faria diferente hoje: ampliar as conversas além de colegas e stakeholders, já que o insight de confiança virou uma das três frentes do produto. E levaria ao teste de usabilidade uma pergunta que ficou aberta com o corte do GPS: o filtro por item e urgência é suficiente para o doador descobrir novas campanhas?
A pesquisa mudou a pergunta do projeto: de como digitalizar a doação para o que leva alguém a escolher onde, como e para quem doar. Dela saiu uma proposta de MVP em três frentes, com a jornada do doador, o fluxo das instituições, o Style Guide e um protótipo de alta fidelidade de 30 telas. O fluxo das instituições ficou básico de propósito, e a versão mais robusta ficou para as próximas etapas.
A Elaine, que doava para lugares que já conhecia, teria no fluxo um caminho para encontrar uma campanha nova, ver para onde vai o recurso e consultar a reputação da instituição antes de decidir.
O teste de usabilidade com usuários reais foi realizado, mas deixei o projeto para assumir outra oportunidade e não acompanhei os resultados. Por isso não posso afirmar que a solução foi validada. Na época, partes dela já entravam em desenvolvimento para o MVP.
O que eu faria diferente hoje: ampliar as conversas além de colegas e stakeholders, já que o insight de confiança virou uma das três frentes do produto. E levaria ao teste de usabilidade uma pergunta que ficou aberta com o corte do GPS: o filtro por item e urgência é suficiente para o doador descobrir novas campanhas?

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© 2026 Maria Eduarda Junqueira



